Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

Dez: desiludido, desencantado, desalentado, desconcertado, destroçado, deserto, descomposto, desenraizado, desorientado, desequilibrado.

- Eu acredito que podes mudar. Que, conversando conseguimos que sejas diferente.
- Mas o problema é recorrente. Não é pontual… é algo que faz parte de mim.
- Mas tens tantos outros pontos positivos.
- Mas este é fundamental para ti.
- Mas nem sempre és assim.
- Mas por isso quando o sou (o que é inato) ainda magoa e choca mais.
(…)
Separamo-nos com a dor da certeza que estivemos quase lá…

Quando é que é tempo de desistir… de parar de lutar e reconhecer o fracasso?
Será melhor deixar andar até que a exaustão e a mágoa acumulada nos acabem por colocar num ponto em que é inevitável a separação?
Ou devemos saber ver cedo os sinais e interromper logo ali o que sabemos ser um ciclo?
Será que isto é ser fraco ou forte?
E se nos estivermos a precipitar?
Será que as pessoas mudam?
Será que se acreditarem em nós é mais fácil mudar… ou torna ainda mais difícil quando os desiludimos?
Será que na busca do que queremos perdemos noção daquilo que precisamos?
Haverá um padrão de pessoas que entra na nossa vida, que é determinado por aquilo que julgamos desejar?
Eu pessoalmente sou a favor da teoria do penso rápido, que se arranca de uma vez, ao invés de deixar prolongar o sofrimento… mas… e se se perdem oportunidades pelo caminho? Se nos precipitamos?
Tenho poucas certezas e pouca capacidade de decifrar um caminho linear para a felicidade, parece-me tudo muito turvo e pouco linear… muita coisa que tem que coincidir, muitos pontos por onde falhar…
A esperança que o futuro responderá às questões está lá, mas… talvez não venha a gostar da resposta que vou ouvir.

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