Antes de mais quero dizer que não me considero um mestre “cuca”, aliás esta análise deve-se ao facto de me sentir no “lume brando”, mas por falta de conhecimentos e não porque domine o método conscientemente. É até, devo confessá-lo, minha vontade experimentar o método da “Panela de Pressão”.
Mas já me estou a alongar / perder na introdução, por isso cá vai…
Fazendo uma analogia entre as relações e a cozinha, vejo que existe hipótese de “cozinhar” uma relação em “lume brando” ou na “panela de pressão”.
(Tenham em mente que quando faço esta diferenciação não me estou a referir aos casos em que o “cozinheiro” não tem capacidade para “cozinhar” de outra forma, mas sim a um caso em que temos dois indivíduos que são especialistas da “cozinha” e em que cada um opta por um método diferente.)
O “cozinheiro” que utiliza a panela de pressão pode construir uma relação - e falo em relação, referindo-me aos patamares habitualmente presentes numa relação no seu início: atracção, conhecimento, sedução, beijo, cama – numa só noite ou num muito curto espaço de tempo (sim, leram bem, numa só noite, acontece, é possível e já o vi acontecer).
O “cozinheiro” que, por sua vez, utiliza o método do “lume brando”, tem os mesmos conhecimentos de como atingir a relação como o da “panela de pressão”, mas conscientemente opta por percorrer as etapas muuuuuiiiiiito mais lentamente… poder-se-ia dizer mesmo com requintes de malvadez, explorando cada uma das fases até ao limite da paciência, é um autêntico teaser, sabendo exactamente até que ponto pode prolongar as coisas sem que se perca a esperança nem o interesse. Percorre a ténue linha entre a amizade e a atracção saltitando de um lado para o outro, mantendo sempre a dúvida de que lado vai ficar.
No entanto, e este é o ‘bottom line’ da minha dissertação, a diferença entre um e outro não se fica pelo tempo decorrido. Na cozinha, uma refeição cozinhada mais devagar fica mais apurada, os sabores mais intensos, despertando os sentidos e as paixões do paladar, oferecendo ao comensal uma experiência inesquecível e não comparável a uma refeição cozinhada à pressa… nas relações existe exactamente o mesmo efeito.
Se juntarmos a isto que as primeiras impressões são sempre as mais importantes, poder-se-á compreender porque é que grandes mestres de “cozinha” conseguem resultados tão diferentes entre si. Enquanto um “cozinha” infindáveis refeições rápidas e frugais, que não deixam memória, o outro cria refeições longas e intensas, que para sempre ficarão na memória sensorial de quem as provou, mesmo que não durem para sempre.
Poder-se-ia dizer (à primeira vista) que seria sempre preferível o lume brando, mas há um pormenor que ainda não referi… o desgaste do próprio “cozinheiro” que de tão envolvido na “confecção”, fica ele próprio mais ligado ao seu resultado, sofrendo com o fim do “repasto” um duro golpe provocado pela visão dos “pratos” vazios!
Em suma gostaria apenas de dizer que espero que esta receita ajude todos aqueles que cozinham em panela de pressão e têm dificuldade em criar uma refeição apurada, mas também que me ajude a perceber que a diferença entre uns e outros está sobretudo na atitude inicial e na rapidez de “confecção”.
Bons “cozinhados”!
Mas já me estou a alongar / perder na introdução, por isso cá vai…
Fazendo uma analogia entre as relações e a cozinha, vejo que existe hipótese de “cozinhar” uma relação em “lume brando” ou na “panela de pressão”.
(Tenham em mente que quando faço esta diferenciação não me estou a referir aos casos em que o “cozinheiro” não tem capacidade para “cozinhar” de outra forma, mas sim a um caso em que temos dois indivíduos que são especialistas da “cozinha” e em que cada um opta por um método diferente.)
O “cozinheiro” que utiliza a panela de pressão pode construir uma relação - e falo em relação, referindo-me aos patamares habitualmente presentes numa relação no seu início: atracção, conhecimento, sedução, beijo, cama – numa só noite ou num muito curto espaço de tempo (sim, leram bem, numa só noite, acontece, é possível e já o vi acontecer).
O “cozinheiro” que, por sua vez, utiliza o método do “lume brando”, tem os mesmos conhecimentos de como atingir a relação como o da “panela de pressão”, mas conscientemente opta por percorrer as etapas muuuuuiiiiiito mais lentamente… poder-se-ia dizer mesmo com requintes de malvadez, explorando cada uma das fases até ao limite da paciência, é um autêntico teaser, sabendo exactamente até que ponto pode prolongar as coisas sem que se perca a esperança nem o interesse. Percorre a ténue linha entre a amizade e a atracção saltitando de um lado para o outro, mantendo sempre a dúvida de que lado vai ficar.
No entanto, e este é o ‘bottom line’ da minha dissertação, a diferença entre um e outro não se fica pelo tempo decorrido. Na cozinha, uma refeição cozinhada mais devagar fica mais apurada, os sabores mais intensos, despertando os sentidos e as paixões do paladar, oferecendo ao comensal uma experiência inesquecível e não comparável a uma refeição cozinhada à pressa… nas relações existe exactamente o mesmo efeito.
Se juntarmos a isto que as primeiras impressões são sempre as mais importantes, poder-se-á compreender porque é que grandes mestres de “cozinha” conseguem resultados tão diferentes entre si. Enquanto um “cozinha” infindáveis refeições rápidas e frugais, que não deixam memória, o outro cria refeições longas e intensas, que para sempre ficarão na memória sensorial de quem as provou, mesmo que não durem para sempre.
Poder-se-ia dizer (à primeira vista) que seria sempre preferível o lume brando, mas há um pormenor que ainda não referi… o desgaste do próprio “cozinheiro” que de tão envolvido na “confecção”, fica ele próprio mais ligado ao seu resultado, sofrendo com o fim do “repasto” um duro golpe provocado pela visão dos “pratos” vazios!
Em suma gostaria apenas de dizer que espero que esta receita ajude todos aqueles que cozinham em panela de pressão e têm dificuldade em criar uma refeição apurada, mas também que me ajude a perceber que a diferença entre uns e outros está sobretudo na atitude inicial e na rapidez de “confecção”.
Bons “cozinhados”!
1 azeitonas:
LOL
Nunca me tinha passado pela cabeça tal analogia... geralmente só cozinho na panela de pressão alimentos mais duros... relações nunca me passou pela cabeça ;-)
Vim cá para te deixar um beijinho e desejar um Feliz Ano Novo... que 2012 seja um pouco melhor...
Sei Lá!
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