quinta-feira, 8 de março de 2007

Kleenex

Conceito: Kleenex – Marca de lenços de papel e outros produtos de higiene. Os próprios lenços de papel descartáveis. Um dos casos em que a designação comercial transformou-se em sinónimo do produto.
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Eu sou um gajo Kleenex!
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É uma coisa mais forte do que eu, mas quando uma menina me liga a chorar por ter sido chutada pelo ex, não consigo resistir e lá vou eu feito parvo, aliás, feito Kleenex, enxugar-lhe as lágrimas. É um dos defeitos que eu tenho e quero ver se acabo com isso.
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Depois acontece uma de duas coisas, ou sou descartados o que é normal, porque poucas pessoas se sentem confortáveis tendo por perto um lenço sujo onde mostraram o seu lado mais vulnerável, do ranho e lágrimas; ou sou dobradinho e guardado no bolso, para uso futuro. Lindo...
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Por isso, agora não estranhem, se da próxima vez que me ligarem, eu vos mandar dar uma volta dizendo que o gajo que vos fez as lágrimas que as enxugue.
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É que descartável por descartável, prefiro ser Durex.

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Bons Martinis

(E por acaso ontem, ao fim da tarde, foi aberta a época oficial do Martini Time, no Jardim do Tabaco. Já tinha saudade das duas morangoskas ao lado do martini...)

terça-feira, 6 de março de 2007

Destino

Conceito: Destino – Algo que estava predestinado para acontecer. Uma força exterior a nós que determina tudo o que fazemos. Não lhe podemos fugir. O contrário de livre-arbitrio. Se o destino existe para quê fazer alguma coisa? Já está tudo… destinado, não é?
Não!
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Outro dia estava a falar com uma amiga que me dizia que se uma coisa estiver destinada a acontecer, ela acontece. Se não acontecer, então não era esse o destino.
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Achei que era uma treta completa!
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Eu sou filho único e de pais que emocionalmente me negligenciaram. O meu destino era (e fui durante muitos anos) estar sozinho, a chorar de mim próprio, sem amigos, sem família e sem emoções. Se o destino existisse eu seria um tímido e humilde técnico de computadores, cuja vida era passada entre casa e o trabalho, tinha um ou dois amigos que eram as únicas pessoas com as quais falava sem ser no trabalho e nunca tinha recebido ou dado um beijo numa mulher que não fosse uma tia ou prima.
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Mas o destino não existe. Faz-se!
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Um dia (sim! Foi num dia particular e especfico. Posso dar-vos a data, até!) decidi romper a concha que me tinha sido destinada.
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Estudei algo completamente diferente, inscrevi-me em actividades, frequentei cursos, relacionei-me, arrisquei, declarei-me, levei tampas, chorei, ri, vivi.
Mudei o meu destino.
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Conscientemente, deliberadamente, planificadamente e ou caoticamente, mudei-o.
Se não o tivesse feito,
Nunca teria entrado em competições desportivas
Nunca teria esta profissão
Nunca teria beijado
Nunca teria amigos
Nunca teria fodido nem feito amor
Nem nunca teria amado
Nunca teria casado
Nunca teria casa
Nunca teria tido filhos
Nunca me teria divorciado
Nem nunca teria este blog
E muito menos teria fugido ao destino.
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Por isso, minha cara, o destino está lá para ser mudado.


Bons martinis

segunda-feira, 5 de março de 2007

Morte

Conceito: Morte – O fim da vida, o ponto final. Eventualmente o recomeço (depende do que se acredita), claramente o fim do ciclo. A morte faz parte da vida. É o mecanismo natural que recicla a vida e permite o nascimento da próxima geração. É graças à morte que em mim há moléculas que já foram dinossauros ou luz de estrelas distantes. Quanto à minha consciência, ela existirá enquanto vocês se lembrarem de mim.
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Eu não quero morrer num hospital.
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Não que eu tenha alguma coisa contra hospitais, que até lá passei muito tempo quando era pequeno graças à profissão dos meus pais. Mas morrer num hospital é deprimente…
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Uma pessoa está ali entubada, num sítio estranho e frio, sem ninguém conhecido à volta, anestesiado e meio inconsciente, sem poder.
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Se eu pudesse escolher, gostaria de morrer em glória, a fazer aquilo que gosto, no meio dos meus amigos, como o Feher. Ou então em minha casa, onde reunia todas as pessoas que foram e são importantes para mim e despedia-me delas. Ou ainda, depois de fazer amor, enquanto ela estava enroscada em mim, naqueles momentos de paz e comunhão absoluta.
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Se soubesse que ia morrer amanhã, fazia como o JC! Convidava os meus amigos e amigas todos, para um ultimo jantar e pedia-lhes para repetirem aquilo tudo em memória me mim.
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Quando ficar muito velho e estiver cheio de doenças, faço uma mochila e vou para uma montanha qualquer até ao fim. Não vou ficar a vegetar à espera da morte.
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Mas não quero morrer num hospital…
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Este martini é dedicado ao meu tio Augusto que morreu na madrugada de sábado.


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Tchim Tchim, tio!

quinta-feira, 1 de março de 2007

Oral

Conceito: Gosto – Sabor a. Apetência por. Paladar. Prazer. “Quem faz um filho, fá-lo por gosto” O meu gosto, eu gosto. Em Agosto? A gosto!
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É uma das coisas que mais prazer me dá, saborear uma senhora.
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Aninhar-me entre as coxas fofas, descobri-la, sentir o que mais lhe agrada, provocar-lhe um arrepio ou uma contracção. Passear as mãos pelas pernas, pela barriguinha, esticar-me até aos seios fofos e tesos. Ás vezes arranhar... mas não muito.
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Ser suave ou forte, rápido ou desesperadamente lento. Aspirá-la toda, brincar com o botão dela na minha boca, preso, suave mas firmemente, nos meus lábios. Penetrá-la com a língua, com os dedos, em todo o lado.
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Tocando tudo ou só um ponto, com calma, com gosto, com tesão mal contida, quase a rebentar, sem tempos fixos, só ficar ali a dar prazer.
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E depois ir ao céu e voltar, sempre com ela, sei lá quantas vezes. Nela! Eu e ela. Unidos, dois corpos feitos um. Ondulantes, como serpentes enlouquecidas.
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Todo o mundo e nada! Até ela já não aguentar mais e obrigar-me a parar.
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Gosto, pronto!



Bons Martinis

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Homem

Conceito: AFC - Average Frustated Chump. Gajo normal, tipo certinho, que acredita no que lhe foi ensinado pela sociedade, que as meninas são flores delicadas e um pouco tontas e que devem ser tratadas como se fossem feitas de cristal. Geralmente teve só uma namorada na escola (que mais nenhuma tinha pachorra para aturar uma alforreca) e quanto muito outra, quando começou a trabalhar ou na universidade, com a qual casou e vive feliz, mais os dois filhos, na Brandoa ou na Maia. No entanto não pode deixar de sentir um certo vazio na sua vida, que algo lhe passou ao lado, sempre que fica até mais tarde no sofá a ver as meninas do Canal Playboy a tomar banhos de espuma.
Been there, do that, got the T-shirt!
As boas noticias são: Isto cura-se!
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Um dos problemas do nosso tempo é que os homens são cada vez mais femininos.
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Reparem nos modelos (de comportamento e não só) que nos são apresentados e que supostamente fazem as meninas suspirar: Hugh Grant que é um artolas sempre a mostrar o trabalho do dentista, que só sabe representar-se a ele próprio; ou então o Jude Law que num dos últimos filmes que fez era mais perfeito que uma Super Bock sem álcool. Até as duas gajas que lhe telefonavam eram as filhas, para descanso da Cameron Diaz e enternecimento da plateia feminina, como se não fosse normal que um tipo bem parecido e sem compromissos tenha amigas que lhe ligam a convidá-lo para um martini e sabe-se lá mais o quê.
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Onde é que está o Homem no meio disto tudo?
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É que uma coisa é ser sensível e estar em contacto com as nossas emoções e gostar de pintura, decoração ou ter um blog. Outra é ser um panhonha sem poder de decisão e de escolha, que quando sai com um nova amiga a primeira coisa que lhe pergunta é:
- Onde é que queres ir?
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Não há pachorra! Gajo que é gajo, tem de saber para onde vai, ainda por cima com uma mulher. (Ou se for para cima de uma mulher…)
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É que é isto que as mulheres esperam de um homem: Que esteja com elas, que lhes faça companhia, que as oiça (ou faça bem de conta) mas que não seja mais uma amiguinha com um mau corte de cabelo e uma pila.
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Querem um gajo que também lhes diga o que fazer, que lhes pegue pelos cabelos ou que as beije sem medo de elas se partirem. Claro que se ele a seguir a uma noite de sexo louco, lhe faz um pequeno-almoço de sonho na sua cozinha fashion e o leva ao quarto impecavelmente decorado, ela gosta, Mas isso é um bónus!
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Volta Clint Eastwood, estás perdoado
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Bons Martinis

Martini Time

Conceito: Martini Time – Aquele momento mágico numa esplanada, com amigos ou não, que medeia entre a saída do trabalho e o jantar. O tempo entre o fim das obrigações e o inicio das possibilidades. Só funciona com um pôr do sol prolongado, por isso a sua época oficial vai de Março a Outubro.
Finalmente!
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Gosto de esplanadas ao fim da tarde, quando o céu fica alaranjado. Fazem-me lembrar uns cabelos ruivos que conheci recentemente.

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A expressão martini time foi inventada há um par de anos quando um grupo de amigos, que nunca se vira antes, se juntou pela primeira vez.
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O tempo das possibilidades surge quando menos se espera e leva-nos para onde não sonhamos Hoje, por exemplo fui convidado para um trabalho que dá sentido a todo o meu percurso caótico aqui nesta empresa, no mesmo dia que soube que podia mesmo ter casa própria. Talvez por isso, ou não, apeteceu-me jantar comigo, no mesmo sitio onde nasceu o martini time.
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Tomei um, na esplanada ao fim da tarde, olhando o céu laranja, enquanto escrevia isto.
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Bons Martinis