quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dualidade

ConceitoDualidade: De critérios, escolhas, de opções. Dois pesos e duas medidas.
Reciprocidade. Ou não...
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MM – Então e o tipo? Era giro?
Amiga – Tu nem me fales... Aparece-me com uma camisola cheia de borbotos... e a conversa? Um horror! Um completo cromo.
MM – Acontece. :) estas coisas são mesmo assim.
Amiga – Olha e aquela moça com quem foste tomar café na semana passada?
MM – Naaaaa...
Amiga – Porque? Até parecias interessado nela?
MM – Publicidade enganosa. A moça podia ser muito simpática no msn, mas ao vivo... Naaaaa!
Amiga – Como ao vivo?
MM – Ho pá... Era gorda!
Amiga – Mas... Tu meteste-lhe uns patins só por ter uns quilos a mais?
MM – Não era uns quilos a mais, ok? Era mesmo umas sacas de batatas a mais!
Amiga – Como é possível? Tu rejeitas pessoas que até disseste que tinham uma boa conversa, que se davam bem, só por causa do aspecto dela?
MM – Lindinha! Eu não sou cego, ok? Eu tenho de achar uma miúda gira para considerar andar com ela.
Amiga – Tu és um monstro! Os homens são todos iguais! Só querem é gajas boas e mamalhudas. Só ligam para a aparência. Superficiais, é o que vocês todos são!
MM – Moça... quem é que falou em camisolas com borbotos? Não fui eu, pois não?
Amiga – Não tem nada a ver! È completamente diferente!

Ya...


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

No bar do Fax...


MM - É um bianco... Olha tu sabes que há grupos de gajos que treinam e estudam para engatar miudas? Juro! O que é que achas disto?


Fax - Ainda há dias vi um documentário sobre isso. Acho muito bem! Há por aí muito boa gente que só precisa de se saber mostrar melhor para revelar o Tipo Porreiríssimo que têm no interior.

MM - Hmmm não sei não... Isso é um bocado manipulador, não é? Um gajo a fazer de conta que é o que não é... Não sei se gosto da ideia


Fax – Não acho que seja uma questão de ser quem não se é, mas sim de ser uma melhor versão de si próprio. Mas ainda que não fosse... então e os wonder-bras?

MM - Olha, essa é boa! Não tinha pensado nisso. É que por acaso os wonder bras, as lipos, os saltos altos até, não só servem para mostar uma melhor versão da mulher, como inclusive têm o apoio e divulgação dos media... Agora quando se fala em gajos a treinar para falar com mocinhas é o "Ai Jesus! que estão a engana-las!" É a dualidade de critérios... Se calhar porque é uma forma de furar o esquema "natural " das coisas, num campo em que as mulheres sentem que têm grandes vantagens...


Fax – Pois... mas por outro lado é capaz de perder alguma piada, a coisa. Dou-te um exemplo: há uns tempos atrás um amigo ensinou-me alguns conceitos do ilusionismo, e devo dizer que desde aí os espetáculos de magia já não são a mesma coisa para mim. Será que os moços também perdem sensibilidade?

MM - Sabes... Aquela frase que diz "Não há mulheres frigidas, há é mas linguas" tambem se pode conjugar no masculino. Mas não vamos por ai!
Perda de encanto porque os "aconteceu..." são substituido pelos "fiz assim"? Não sei... Eu acho que os ilusionistas gostam bastante do que fazem. Claro que não são encantados com a mesma pureza que uma criança de 12 anos, mas isso tambem nenhum beijo é como o primeiro.
Como é que foi o teu primeiro beijo? (Olha o bianco secou...)


Fax – Tem imensa piada que perguntes... Biancos, sim, saem dois, que também estou a precisar. Tchin tchin! Olha, o meu primeiro beijo foi óptimo e péssimo ao mesmo tempo. Soube bem que se fartou, mas abominei-o na minha cabeça – é que eu na altura gostava de outra que não me ligava. Pura verdade. E pronto, fiquei assim, de cabeça frita [sorriso matreiro]

MM - Jura! Quer dizer que houve uma moça que te beijou porque tu não lhe ligavas, quando andavas de beicinho por outra que não queria saber de ti? Isso é tãaaaao tipico!
Aquelas que não ligamos sentam-se ao nosso colo (e muitas vezes literalmente!) as que gostamos mesmo nem querem ouvir falar de nós. Presisamente porque gostamos delas, diria...
Sabes uma coisa: Tou a ter uma ideia parva: Vamos deixar de ligar ás moças! Trata-las á patada e tudo! E como não lhes ligamos, vamos passar a ter paletes de groupies atras de nós. Boa?


Fax – Muito boa, brindo a isso! À In Disponibilidade!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

MORTE

Conceito: MORTE - "This is the end. The end of everithing" - Jim Morrisson. "Aqueles que da lei da morte vão-se libertando" - Camões. "Já que é inevitável, pelo menos que seja memoravel" - Martini Man

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Conheci o Luis nos idos de 1987, numa loja de figuras para jogos de guerra. Já nessa altura ele queria fazer um exercito de Samurais, e dai, creio, ficou-lhe o nick pelo qual passaria a ser conhecido: Samura.

Ficamos mais proximos quando em 91, 92 começamos a jogar paintball, ainda em Sintra, onde juntamente com mais 5 amigos formamos a segunda equipa deste pais: Os Goblins.

Depois a vida separou-nos, lentamente e sem razão aparente, como ela tão bem sabe fazer.

Há coisa de um ano vi-o de carro. Estavamos ambos parados no transito, lado a lado. Baixamos os vidros e trocamos algumas palavras, naturalmente, como se retomassemos a conversa da semana passada e não tivesse havido 10 anos de separação.

Ontem a mensagem explodia no meu telemovel, vinda de um amigo comum:

"Infelizmente tenho uma noticia grave e triste para te dar. O Samurai faleceu esta noite! "



Somos cada vez menos...



Até sempre Samura! Fucken Yea!


quarta-feira, 15 de julho de 2009

BOAS NA CAMA


Antes:
Gosto dos olhos que prometem tanto, de gestos falsamente inocentes, sinais que são feitos discretamente, os primeiros toques, o reflexo quente de uma vela a saltitar no rosto, do cabelo com que se brinca, dos brincos que se tiram, dos sapatos que se descalçam à entrada, dum vestido que escorrega, parando brevemente nas curvas...
Gosto da antecipação.
Gosto da inteligência da sedução.
Gosto muito do riso. E de uma cara bonita. Mas principalmente de uns olhos que digam muito e prometam mais...

Durante:
Gosto que tenha iniciativa, que não tenha vergonha.
Gosto de sentir-lhe as mãos como borboletas ou garras.
Gosto que beije.
Gosto que lamba
Gosto que brinque.
Gosto que fale, que gema, que grite!
Gosto que me faça suar
Quente e frio...
Gosto que veja e se deixe ver.
Gosto que se entregue e que me tome
Sem medo, sem pudores, sem limites...
Com tesão, com doçura, com ela.
Gosto que me esgote.
Gosto que me obrigue a ir mais longe.
Gosto que me seque...
Gosto tenha gosto
E sabor...

Depois:
Gosto que me abrace.
Gosto que me aninhe.
E...
Gosto que recomece...

Filosofia de cordel
Existem mulheres "más" na cama? Sinceramente não sei...
Posso ter tido sorte, mas nunca encontrei nenhuma que pudesse dizer que era "má". Poderão haver mulheres tímidas, por feitio ou por ocasião. Poderão haver mulheres contrariadas... Mas "más"? Há mulheres mais imaginativas ou mais dinâmicas na cama que outras, é verdade. Mas isso não dependerá da relação ou do ambiente existente entre os dois? E nesse caso não serão TAMBEM os homens responsáveis por uma mulher ser "boa" ou "má"?
Se calhar quem tinha razão era uma colega de curso que dizia: "Não há mulheres frigidas. Há é más línguas..."
Gostei muito de todas as mulheres com que fui para a cama e cada uma delas, sendo todas diferentes, foram "boas". Lembro-me de todas, não como trofeus num cinto de caça, mas com a ternura que se sente em relação a quem um dia foi importante para nós. Se calhar por nunca as ter visto nem tratado como "mais uma", é que elas foram "boas" comigo…

terça-feira, 30 de junho de 2009

No Bar da Praia

Martini Man - Era um bianco! Hó Fax, o que é que tu achas daqueles sites de encontros? Ou de conhecer moçoilas via net? Tenho um gajo que diz que aquilo é só moças de cabeça frita, e que um tipo nunca sabe quando é que lhe aparece uma de bigode á Estaline mas com uma foto de modelo no perfil. Mas eu acho que, estatisticamente, aqui nesta esplanada deve haver a mesma proporção de cabeças fritas, e entre wonderbras e cintas adelagaçantes da TV Shop, hoje em dia já não se tem a certeza de nada.

Fax, o Barman - Sabes, acho que a história desses encontros serem pouco fiáveis é coisa do passado. Toooodas as moças têm Internet, toooodas as moças têm hi5, e não me admiro nada se a percentagem de moças em sites de encontros tenha vindo a crescer bastante. Estas "modernices" passaram a fazer parte da nossa vida de tal maneira que deixou de ser estranho dizer que se conheceu o namorado na Internet. Iria mais longe que tu: estatisticamente, diria que se encontram lá moças mais avant-garde!

Martini Man - Na volta ainda chegará o dia em que o estranho é conhecer o namorado ao vivo:
" - Tu sabes onde é que a Maria conheceu o Jorge? No ginásio!"
" - Ai que horror!!! Conheceram-se ao vivo? Que coisa esquisita..."
" - Tu bem sabes que a Maria sempre foi dada a extravagancias..."


Fax, o Barman – Hehehe. Que ideia assustadora, passear o cão passaria a ser "retro"! Qualquer dia inventam e-martinis! Tchin tchin!

terça-feira, 23 de junho de 2009

GOTENDAMMENRUNG



Conceito: Gotendamenrung - O crepúsculo dos deuses. O fim do mundo, tal como o (re)conhecemos. O inicio do próximo. A passagem. O crepúsculo do fim do dia, nesse tempo de possibilidades a que chamei martini time.

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Uns tinham de ir por o bebé a dormir, outros iam trabalhar no dia seguinte, outras estavam gravidas e iam dormir pelo bebe e havia quem tivesse o namorado doente, ou outras coisas para fazer. Uns deram boleia a todos e dei comigo sozinho á porta do restaurante, "forçado" a ir para casa á meia-noite e meia, depois de um jantar aniversariante, que ainda há um ano tinha sido das melhores noites da época.

Ainda pensei em ligar para 2 ou 3 números para prolongar a noite, mas lembrei-me que as pessoas que me atenderiam já não eram tão sociais como dantes, mas sim respeitáveis namorados e noivas, quase a roçar o pai/mãe de família, que deviam estar numa solene ceia em casa dos (futuros) sogros. Nem tentei!

Será que vou ter de esperar que o pessoal se comece a divorciar para voltar a ter a sua companhia para uns copos? Ou devo antes ir a um speed dating para ver se aumento o meu circulo social?

Na volta ainda ponho um anuncio no jornal:


"Martini vintage, bem envelhecido em casco de carvalho e com aromas apurados, procura companhia, com limão (mas não ácida) e gelo (mas não gélida) para uns lusco-fuscos na esplanada. Resposta a este blog com email, numero de telefone e foto de bikini. Assunto sério! ... Ou não!"

domingo, 31 de maio de 2009

AS REGRAS

Conceito: Regras - Conjunto de normas que regem uma determinada situação. De um jogo, de vida, de sedução.



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Há moças que seguem certas Regras que supostamente as ajudariam a prender o Principe Encantado (ali tratado por Mr Right) com o Anel do Poder (leia-se, de Casamento) "and into mariage bind them", quais Saurons de vestido de noiva.

Não é que ache de todo disparatada a ideia de que seguindo certos principios (desde que ancorados nos nossos comportamento e aspirações profundas) é possivel melhorar as hipoteses que temos á partida. No jogo da sedução, como em todas as outras interacções humanas, há "do and dont" que convem respeitar sob pena de se acumular uma dose demasiado grande de frustações.

No entanto, assusta-me a forma fundamentalista como isto é apresentado, AS Regras. Não há mais nenhuma, são só estas e estão ali todas. Aquele é o ÚNICO caminho que pode (E dá!) a cada mulher o seu Mr Right. É só este caminho e mais nenhum!

Uma das regras que eu achei mais giras (vulgo: idiota!); lá no meio de outras que diziam para só ligar de volta ao fim de X dias, ou como cravar jantares á pala e bebidas de graça; postulava que em circunstancia alguma, sob nenhum pretexto, mas mesmo, mesmo, mesmo, nenhum, pricipalmente o de apetecer muito aos dois; a moça nunca deve ir para a cama num primeiro encontro.

É porque é que acho estar regra idiota? (Já que cravar jantares com esta crise é mais desculpavel...) Porque se apetece aos dois, se está lá o clima, ambiente e envolvencia e eles não se enrolam em nome de uma qualquer regra publicada num livro, com vista a uma eventual possibilidade de ele a conduzir ao altar; por um lado é enganar o moço, que fica a pensar que se calhar ouve ali alguma coisa que não ligou bem, e por outro é enganar a propria moça que fica iludida de que o tipo a vai convidar mais vezes.

Ora eu tenho uma amiga, que pratica exacta e rigorosamente o oposto desta regra: Se gosta vai para a cama. E depois se ele se pira, isso é porque o gajo não valia a pena e só estava com ela para aquilo. Se por outro lado continuam a sair juntos, então outras coisas podem acontecer.

Não estou a dizer que agora as moçoilas todas devam começar a fazer assim. Mas que nestas coisas de pele há muito mais nuances e abordagens do que As Regras (as tais que são as unicas!) podem fazer crer.

No fundo, nem tudo é Martini. Tambem há o William Lawsons: Great Scotch. NO RULES


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

QUERER

Conceito: Querer – Aquilo que apetece, que se deseja. Expectativas, sonhos e esperanças. Eventualmente é poder... se quisermos crer no nosso querer. Eu quero. E tu? Queres? E as mulheres, o que querem?

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Querem uma vida confortável
Querem ter um grande caso de amor que nunca esqueçam
Querem ser tratadas com respeito na rua e como putas na cama
Querem ter filhos.

Não necessariamente com o mesmo homem...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

IMPORTÂNCIA

Conceito: Importância - A que eu dou, a que tu dás. A que eu te dou, a que tu me dás. Relativa ou absoluta, concreta ou subjectiva. Hoje é uma, amanhã é outra.


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“ - Mas isso não será dar-lhe demasiada importância?”

Está é uma pergunta que me fazem com alguma frequência, geralmente depois de eu sugerir que liguem/falem/convidem uma moça. E é uma pergunta que me deixa sempre parado um par de segundos.

Porque a acho profundamente idiota!

Rapazes, vamos lá assentar ideias: Uma coisa é colocarmos no centro da nossa vida uma catraia que mal conhecemos, mas muito desejamos, e bombardea-la com sms, telefonemas, flores, bombons e sei lá mais o quê, varias vezes ao dia, para alem de a ir esperar todos os dias á saida da faculdade/emprego/casa... Outra é contactar uma segunda ou terceira vez uma rapariga que estamos a conhecer e que até parece que é capaz de fazer sentido na nossa vida.

Mas vocês estão á espera do quê? Que sejam abordados por miudas giras quando andam na rua? Meus lindos, tirando eu, só o Brad Pitt e o Law é que se podem dar a esse luxo!

Se querem agarrar aquela moça, se querem enrolar-se com ela como se não houvesse amanhã, pois fiquem sabendo que LHE TÊM DE DAR IMPORTÂNCIA! Têm de falar com ela, têm de establecer eye contact com ela, têm de brincar com ela, têm de tocar nela, por isso têm de lhe dar importância!
Daaaah!


Esta história do “-Não será dar-lhes demasiada importância?” a mim soa-me muito como: “-Eu até acho que sim, mas tenho medo de lá ir falar outra vez com ela, que o meu ego é tão pequenino que fica logo esmagado se ela me dá uma tampa..”

Meu lindos, azareco: No balls, no girls!

Se o medo de rejeição é maior do que a alegria de sair com uma cachopa que se conheceu á pouco, não estão aqui a fazer nada!

É dificil? É!
Dá um aperto no estomago? Dá!
Fica-se em pulgas á espera da resposta? Fica!
Mas é assim mesmo que é suposto serem as coisas.


Fiquem bem e convidem lá aquela moça para sair, que o tempo ainda está bom...



domingo, 14 de setembro de 2008

LAPIDAÇAO

Conceito: Lapidação – A arte de pegar numa pedra e transforma-la num diamante. Tirar luz da poeira. Alquimia, bruxaria, arte. Desafio, visão, mão certa, palavra afiada. Insistencia. Persistencia. Desistencia? Talvez... É que nem sempre os quilates valem a pena o esforço.
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Há mulheres que gostam de desafios e tomam como missão endireitar um cabrão; ou soltar de um choninhas, o homem interessante que há nele. Julgam que o efeito delas será tão avassalador, tão revelador de novas vidas e mundos desconhecidos que a pedra, poeirenta e opaca, não terá outra hipotese senão render-se ao destido de luz que a aguarda.

Bonito... Mas inutil!

Seja porque a pedra é mesmo um calhau, ou porque o esforço é tanto que quando o diamante fica pronto e consciente do seu novo valor passa de mão; estes esforços lapidares nunca beneficiam a artesã.

Por isso, quando ontem, num abraço de kizomba, ela espantada me disse: “ – Tão rigido! Solta-te mais.” sube que tinha visto em mim as pedras que ainda cá estão dentro, daquela forma que só dançar abraçado, permite.

Posso ser um diamante, reluzente e polido, mas cá dentro ainda estão umas areias e pedrinhas. A diferença é que a minha lapidação foi sendo feita por mim próprio, não veio de fora.



Bons Martinis!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

PONTUAÇAO

Conceito: Pontuação – A do jogo, a da escrita. Aquela que é atribuída e a que é conquistada. Também a merecida... ou não! A artistica e a técnica. A de um homem, ou a de uma vida.

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As mulheres são a pontuação na vida de um homem.
Umas são pontos finais, outras de interrogação. Estas são as virgulas necessárias á respiração, aquelas o parágrafo que nos fazem recomeçar. Algumas nunca passam de reticências, mas quase todas merecem a nossa exclamação.
Se um texto sem pontuação ou é do Saramago ou não faz sentido; também a vida de um homem sem mulheres, ou é de asceta ou não se entende.

Não me posso queixar... se é que me entendem.


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

MENAGE FEMININO

Conceito: Menage Feminino – Prática sexual entre um homem e duas mulheres. Fantasia masculina por excelência, mas tambem feminina por tentadora opção. Fantasias há muitas, realidades tambem, umas paralelas, outras alternativas
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Este domingo, nas horas entre a madrugada e a manhã, saia de mão dada da discoteca com duas amigas, quando sube que uma delas ia dormir a casa da outra. Perguntei se podia ir tambem.

- Podes... – Respondeu a anfitriã, olhando para a amiga

“As simple as that”...


Bons Martinis!


terça-feira, 26 de agosto de 2008

INICIO

Conceito: Inicio. De vida, de viagem, de férias, de regresso. Regresso aqui e ali, sempre igual, mas sempre diferente. Porque a vida inicia e só pára no fim, como um rio imenso que se desce, saltando de pedra em pedra. Inicio do novo Martini Man. Regresso ao fim das obrigações e ao Inicio das possibilidades.
Sempre!
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Amigo: - Estas a ver a (Nome da moçoila que ele conheceu no aniversário do amigo)?

Martini Man: - Não...

Amigo: - Não interessa! Olha depois do jantar de anos do (Nome do gajo que ficou mais velho) eu e ela saimos e tal... e depois, olha... aquilo rolou um clima!

MM: - Ui...

Amigo: - Pá! Mas eu não me aproveitei dela nem nada! Gostei tanto da miuda que não a quis beijar no dia em que a conheci! É para ver se dá para namorarar-mos, percebes?

MM: - Não... (Neste momento metade do meu cerebro dizia que o gajo era burro e a outra
metade não queria acreditar no que estava a ouvir)

Amigo: - Não achas que fiz bem?

MM: - Nope... ( ia mesmo ter de me sentar na toalha, abanar o torpor induzido pelo sol, limpar a areia da barriga e, olhando os bikinis á beira mar, explicar-lhe porquê.) Moço... A forma como começas não tem nada a ver com a duração da relação. A duração da relação depende do que fazes quando lá estás, não de como lá chegaste. Não é por terem 3 ou 16 encontros antes de se beijarem que ela fica tua namorada! Aliás... se tiveres 16 encontros antes de acontecer alguma coisa, as maiores probabilidades são de já estares firmemente encalhado no pantano .

Amigo: Mas eu assim quis mostrar que a respeito...

MM: - Pá! As mulheres não são para serem respeitadas, ok? São respeitadas enquanto pessoas, enquanto seres humanos, assim como o gajo dos gelados que vai a passar ou os putos a jogar á bola, ali ao fundo. Mas são para serem tratadas como mulheres! Não são nenhumas flores de estufa, ou bonequinhas de porcelana que se partem se lhes tocarmos. São mulheres! São giras, são bonitas, fazem-nos sentir bem, são boas a conversar, trabalham, cuidam de nós quando somos putos e não só, mas adoram que um gajo seja Homem quando tem de ser, que tome a iniciativa, que lidere, que esteja presente e que pegue nelas pela cintura, as atire contra a parede e lhes chame “lagartixa”!

Amigo: -Mas...

MM: - Aliás... O que tu fizeste é que foi um desrespeito para ela! Tu mentiste-lhe ao não a beijar, quando te apetecia. Escondeste aquilo que tu querias (beija-la) por causa de uma crença tua idiota e agora ela está a pensar que tu não gostas dela. Não foste sincero nem contigo, nem com ela. Mentiste, meu!

Amigo: -Ya... Não tinha pensado nisso...

MM: - Nuncas mintas. Se uma mulher te agrada, mostra-lhe isso. Ao faze-lo estas a ser sincero contigo, para ela e estas a reconhecer-lhe valor. Não o escondas. Para alem de todas as outras qualidades que ela tem, ela tambem mexe contigo por ser mulher e tu deves ser um gajo que aprecia mulheres em toda a sua plenitude, em todos os seus aspectos: Social, profissional, familiar e tambem sexual. Lá está! Tratar as mulheres como Mulheres e não como bonequinhas assexuadas. Tens de largar essa mentalidade AFC...

Ele ficou calado, a matutar naquilo . Já me podia deitar novamente na toalha e imaginar que Carcavelos era nas Seichelles




Bons martinis!



Martinis há muitos!

Martinis há muitos, seu palerma!

De facto, depois de muitos e bem tomados, estou de volta á velha esplanada.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

As Mulheres - Patricia

Começo hoje uma serie de posts dedicados ás mulheres que estiveram na minha vida. Com elas aprendi tudo o que sei, acerca de mim e delas, porque não há como uma mulher para um homem se conhecer.

Os nomes são ficicios (... ou não!) mas as situações são completamente verdadeiras. Vou seguir uma ordem cronológica, por ser a unica justa, porque dentro das importâncias relativas e devidas, todas foram importantes, mas algumas foram mais importantes que outras.

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Patricia

Era loura e tinha uns olhos em amêndoa, que lhe dava um ar selvagem.
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Ela andava noutra turma e já nem me lembro como é que reparei nela... Rebuscando nas memórias acho que é capaz de ter sido no refeitório. Uma pessoa com 12 anos ainda não sabe reter na memória aquilo que vai ser importante.
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Estava no 2º ano da Preparatória e estava muito bem! Pela primeira vez gostava de ir á escola, que era um sitio arejado, amplo, moderno. Foi ai que tive os meus primeiros amigos, daqueles que nos escolhem em primeiros para os trabalhos de grupo, mesmo quando nós ficámos, de propósito, quietinhos no nosso canto. Daqueles que nos convidam para as festas de anos (mas não iam ás nossas... Fazer anos em Agosto é lixado!) Daqueles que nós, na nossa ingenuidade da idade, acreditamos de vamos ter para toda a vida.
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Também foi aqui que comecei a conviver com raparigas. Até então tinha feito toda a primária em turmas só de rapazes (Obrigado, Estado Novo!...) Na Preparatória descobri que havia outras raparigas no mundo para alem da vizinha do lado.
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A minha primeira impressão é que elas tinham uma letra esquisita, assim redondinha, muito certinha e todas tinham a mesma letra que escreviam nos mesmo cadernos cor-de-rosa ou ás florzinhas. Para alem disso gritavam muito, eram aplicadas nas aulas e não jogavam á bola, apesar de andarem em bando como nós.
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E eram giras...
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Eram tremendamente giras com aqueles cabelos compridos e uns olhos completamente diferentes dos nossos. Desde então a minha perdição são os olhos das mulheres. Olhos como os da Patrícia...
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A Patrícia...
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Passei o ano lectivo todo a adorá-la de longe. Nunca lhe falei, apesar de o ter podido fazer em duas ou três ocasiões. Descobri-lhe o nome através de um colega que tinha um amigo na turma dela, mas nem mesmo assim arranjei coragem para lhe falar. E se a tivesse, diria o quê?
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Por isso limitava-me a adorá-la de longe. A dada altura a coisa passou a ser tão obvia que já a escola toda sabia e ela passou a olhar para mim. Ás vezes ria-se ou sorria, o que me fazia disparar o coração a mil á hora, numa reacção física que nunca mais senti.
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No ultimo dia de aulas, ao sair do portão, um amigo disse-me
-Agora nunca mais a vês...
-Pois não! – Disse eu sem olhar para trás.
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Passados dez, talvez doze anos estava eu a passear no calçadão da Costa da Caparica, no meio da multidão que ia ou vinha da praia e vejo-a. Apesar do tempo passado reconheci-a imediatamente e novamente o meu coração disparou. Um minuto depois ela já tinha desaparecido. Paralisado, também não lhe disse nada.
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Foi nesse dia que aprendi que, apesar do tempo não voltar para trás, a vida dá-nos sempre uma segunda oportunidade.
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Se a agarramos ou não, já é outra coisa.

terça-feira, 29 de maio de 2007

(Para) Anormal

Conceito: (Para)Anormal – O que não é normal (podem dizer daaaah!) O que é invulgar, raro, especifico. Algo particular,. Uma particularidade. Algo que não é comum á maioria. O que está para alem do normal
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Eu sou um (par)anormal ( Podem voltar a dizer: Daaaaaah!)


Estou a chegar á conclusão que consigo ver algumas coisas que as outras pessoas não vêem, e que sempre julguei que todos conseguiam.

São elas:

- Há pessoas que quando as conheço eu tenho a noção exacta de quanto tempo vão ficar na minha vida.. Consigo perceber se vão ficar muito tempo (anos) ou pouco tempo (meses) Não é uma coisa que aconteça com toda a gente que conheço, nem é dependente do tipo de relação ou de quanto eu gosto daquela pessoa, mas tenho esta percepção com a maioria das pessoas. Sempre pensei que toda a gente podia fazer isto, até ao dia em que digo a um amigo, qualquer coisa como " O Zé é umas daquelas pessoas que já sabes que não vão ficar na tua vida muito tempo..." Ai fui interrompido com a pergunta espantada de como é que eu sabia isso. Sei. Só isso...

- Ás vezes consigo ver como será a cara de uma pessoa quando tiver determinada idade. Não sei se é por causa de uma combinação de luz e de sombras, da posição da cara, ou de uma expressão momentânea, mas o certo é que de repente eu vejo nitidamente aquela cara no futuro e tenho uma indicação da idade. Ainda na quarta-feira passada vi, numa mulher de 30, a cara que ela terá aos 54 anos (Sim, continuas bonita. Um bocadinho mais gorducha, com as bochechas descaídas, mas o olhar (e a alma) será o mesmo)

-Noutras ocasiões vejo uma pessoa ligada a uma época passada. É o que eu chamo as "Caras de Época". Há caras que são da Idade Média, outras dos anos 20, outras da época Vitoriana, etc. Ainda na sexta-feira passada, num jantar uma amiga, via como uma camponesa. Estava a olhar para ela e de repente vejo-a de lenço na cabeça. Eu tinha uma amiga que tinha vindo directamente do inicio dos anos 30, e outra que, sempre que olho para ela, a vejo como uma senhora de sociedade, do fim do século XIX.

Antes que comecem a marcar consultas com o Professor Martini, digo já que não consigo provocar nada disto. São coisas que me acontecem e não consigo prever quando é que vão (ou se) acontecer


Como me está a acontecer tanta coisa na minha nova casa, decidi partilha-la convosco aqui:






As Aventuras de Martini Man na Casa sem Cadeiras

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Os Ex.

Conceito: EX – O que já não é. O que era, o que foi e o que não foi. Passado. Fim.
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Não entendo a obsessão das mulheres com os Ex.


Acho que tem a ver com a sua tendência para a ruminância e com o facto de transportarem tudo numa mala de mão.


No fundo são incapazes de largar o passado, de uma forma ou de outra. Desde pequeninas que são ensinadas a guardar tudo, sejam as bonecas, as amigas ou as quezílias pendentes.


Ser um EX é uma coisa porreira. É talvez mesmo melhor que ser o Actual. É que um EX já sabe que foi de vela e sempre que recebe uma mensagem da EX percebe que ainda bate qualquer coisa lá dentro por ele, o que se pode traduzir a prazo numas sessões de enrolanço, sem ter de fazer nada.. Não tendo nada a perder, tudo o que aparecer é ganho. Já o Actual está sempre de pé atrás em relação aos EX, uma vez que tem muito a perder.


Por isso o que um gajo deve fazer é tentar rapidamente tornar-se num EX. Conhecer a mocinha, leva-la a um sitio fashion, começar a escalar o toque, dar-lhe 3 ou 4 bem dadas e depois dizer que "Afinal somos incompatíveis..." ou "Gosto muito de ti, mas tenho de me encontrar..." ou " Não te quero magoar..." Enfim, daquelas tretas que servem para mostrar que no fundo somos uma alma tortuosa e sofrida e que, para não a magoar, temos de nos afastar. E pronto: Passamos a ser um Ex. a que ela irá recorrer sempre que tiver sozinha.


Repete-se o processo 4 ou 5 vezes (ou uma dúzia!) e começa-se a ter problemas de agenda.


E agora, aquela que NUNCA mandou um sms a um EX, que atire o primeiro comentário...




(Se acho que isto faz sentido? Não, não faz, mas lá está: Os homens reagem ao que resulta!)

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Estratégia


Conceito: Estratégia – Plano. No sentido militar e clássico é a movimentação dos exércitos para a batalha. Conjunto de procedimentos, pensados ou não, com vista a um resultado favorável.
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Martini – Mas isso é uma estratégia suicidaria!
Amiga – Suicidária como?
Martini – Pá... É suicidária porque garante que chegas aos 50 sozinha e completamente amargurada.
Amiga – Não agoires!
Martini – Mas é verdade! Isso não faz sentido nenhum a longo prazo! Não faz sentido!
Repara: Tu gostas dele, gostas de sair com ele, de falar, de estar, achas que o gajo é giro, que fica bem de fato de neoprene, andas há 2 meses só a falar nele e agora vens com a história de esperar que não haja nada entre vocês só para não estragar a amizade que têm??? Helloooooo! Mas isto faz algum sentido?
Amiga – Mas a amizade é muito importante...
Martini – Eu quero lá saber que a amizade seja importante! Tu não o vês só como amigo. Ainda há bocado disseste que fazes um esforço para não dares nada a entender que gostas dele. Porque gostas dele, não gostas?
Amiga – Gosto...
Martini – Foda-se ! Mas isso não faz sentido nenhum! Tu já pensaste que podes estar a passar ao lado de uma coisa muito boa para ti? E tudo porque não queres arriscar um bocadinho...
Amiga – E se não sou correspondida? Faço figura de parva!
Martini – Boa! E assim cada um fica na sua torre de marfim e não dizem nada um ao outro e passam um pelo outro. Fixe! Repara no que nos estamos a tornar: Evitamos andar com as pessoas que gostamos mesmo, por ter medo de nos magoar e perder o que já temos. Por outro lado damos umas quecas com quem nos é indiferente e que já sabemos que é uma coisa que vai durar só um mês se tivermos sorte. Mas isto faz algum sentido??? Por isso é que eu digo que isto é uma estratégia suicidária: é que afastamos as pessoas com as quais sabemos que podíamos construir alguma coisa com significado, e andamos com as que só querem cama. No curto prazo protegemo-nos, mas no longo prazo garantimos que vamos ficar sozinhos, ao fugirmos de quem gosta de nós. Esta coisa não faz sentido...
Amiga – Mas não faz sentido mesmo! Estamos todos deformados...
Martini – Mas completamente! E isto é uma coisa que afecta toda esta geração de gente emocionalmente ferida. Daqui a 10 anos vamos ter milhares de depressões e suicídios.
Perdemos a capacidade de nos entregarmos.
Amiga – Ainda outro dia falava com uma amiga e ela dizia-me que há gajos que passam pela nossa vida, entram e saem sem deixar marca, como se nunca lá tivessem estado.
Martini – E há mulheres assim, também...
Amiga – Mas os gajos é que são assim! Só querem cama e depois bazam.
Martini – São assim porque vocês os querem assim!
Amiga – Não vais dizer que somos coniventes...
Martini – Vou! Não me dizias á bocado que só te enrolavas com sacanas? Então os gajos só reagem ao que resulta. Se o que resulta é ser sacana, eles são sacanas! Olha para este tipo de quem tu gostas. Serve de alguma coisa tu gostares dele? E o outro anterior, o que não enganava ninguém e com o qual andaste um mês enrolada?
Amiga - .No que nos tornámos...
Martini – A única hipótese é quebrar o padrão! É acabar com o fraccionamento , é deixar de ter medo é tornar as coisas simples Promete-me que lhe dás uma hipótese!
Não tens de lhe fazer uma declaração, mas convida-o para saírem sozinhos, em vez de saírem em grupo. Abre uma janela ou uma porta. Dá uma hipótese a ti própria!
Amiga – Ok! Eu depois conto-te como foi a nossa próxima saída.

( O diálogo é real)
Bons martinis!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

RUMINÂNCIAS

Conceito: Ruminância - O acto de ruminar ou de remoer. Ficar a pensar na morte da bezerra. Pensar e voltar a pensar tudo o que se passou com nostalgia saudosista. Pena... Achar que se deve sempre dizer a última palavra e ficar empancado enquanto ela não é dita.
Olhar para trás e não ver o que está á frente.
Coisa de gaja, mesmo!

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Uma das coisas que me impresiona nas mulheres é a sua capacidade inutil de remoer vidas passadas.
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Depois de alguma coisa significativa (e geralmente má!) ficam ali paradas um tempo mental que pode durar anos a pensar na situação, a olhar para trás e para dentro, sem coragem de seguir em frente e continar a viver.
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É como se uma relação só tivesse valor depois de ser chorada 6 meses.
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Paralisam só porque um namorado (se é que o era...) lhes disse adeus. Como se aquele fosse o ultimo homem á face da terra... Depois auto examinam-se com um olho mais crítico e mórbido do que quando procuram nelas as curvas que acham que estão a mais. Veêm culpas que não existem, perdem passados que nunca o foram, e choram futuros que só existiram em sonhos.
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Ruminam, básicamente... E deixam passar a seu lado a erva fresca que continua a crescer
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Confesso que não percebo essa necessidade de tempos de luto e de quarentena a seguir a cada fim de relação. Percebo o choro, partilho a dor, entendo a perda, mas não percebo a recusa em voltar a viver.

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Por isso é que adorei aquela tirada no filme Manual do Amor quando o actor principal do primeiro segmento diz aquela que iria ser a sua namorada:

"- E aquele quem é? Não me digas que é um ex?... Era um ex! Afinal és igual a todas as outras, que quando se sentem carentes só olham para o passado e não olham para a frente. "








Bons Martinis!

sábado, 12 de maio de 2007

DESIGN

Conceito: Design – Desenhado, pensado, estudado. O belo e a função. Uma bela função ou em função do belo? Depende…
Do que se estuda, do que se pensa, do que se desenha. Do que se vive ou se quer viver. De como designamos as nossas vidas e que desígnio lhe damos.
Designadamente…
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Eu detesto os utilitarismos!
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Aquelas coisas que foram feitas só para servir, sem chama, sem beleza, só com função. Fazem-me confusão!
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Para mim tudo tem de ter algo para alem do óbvio, do imediato, do visível se quisermos. Um entalhe que não tinha de lá estar, para cumprir a função estrita do objecto, é, para mim, uma manifestação de individualidade e liberdade.
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Por isso as pessoas planas aborrecem-me. Prefiro-as com diversas facetas ou em crescimento, onde tudo ou muito é potencial.
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Estou a mobilar a minha casa tendo por base uma imagem, um conceito que para mim é claro, apesar de não ser nítido, nem inflexível. Quero um tipo de ambiente e consigo-o com os moveis e adereços adequados, os quais têm de constituir um todo harmónico (pelo menos para mim) apesar de estilos e origens diferentes.
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Este esforço de design é a materialização da minha vida, que passa por não aceitar aquilo que estava convencionado e que era seguro.
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Porque eu não sou óbvio, nem um dado adquirido. Eu não faço aquilo que os outros julgam normal. Aliás, até faço propositadamente o contrário daquilo que eles fazem, confesso.
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Por isso não vou ter uma única cadeira em casa.
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( Casa de banho: Operacional. Cozinha: WIINDA!!! Sala: a 10%. Quarto: a 30% )
Bons Martinis!