Dumal
terça-feira, 2 de maio de 2017
Muros
Dumal
Literaturas
Ela - Tens uma foto muito gira no Face... Passa um dedinho pelos lábios e ficas igualzinho ao outro. Bj Boa semana
Eu - Se ainda fosse um dedinho teu...
Ela - Olha... também é boa ideia! Um dedinho... ou não...
Ele - Temos de resolver isso.
Ela - Ficou pendente. E toda a gente sabe que isso não é bom.
Ele - "A melhor forma de lidar com uma tentação é..."
Ela - Ceder. Diz o Wilde..
Ele - Passas lá por casa?
Ela - Para discutir Oscar Wilde? Temos de combinar isso...
Ele -Sim. E Henry Miller
Ela - Eu cá sou Capricórnio. Gostas dos trópicos?
Ele - Prefiro a namorada: Delta de Venus.
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Tias
quarta-feira, 26 de abril de 2017
texto verdadeiramente cientifico a propósito de mamiferos em extinção e ressabiadas
- – Onça-Pintada: Espécie de gato, mas maior.
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Expressividade Feminina
Começando pelo fim, direi que já se me expressaram de várias maneira diferentes e se a tentação é para agrupa-las em padrões, a realidade é que tal seria impossível dada a diversidade de exclamações, suspiros, aspirações, ou mesmo suspensões de tudo. Se há norma é que cada moçoila é diferente nas suas expressões, o que em muito contribui para o encanto da sua descoberta. Já ouvi murmúrios de arranhar a pele, já tive gatas a ronronar e ratinhas a chiar, já me gritaram até ser comentado em reunião de condóminos e já julguei estar num filme pornográfico pela vernacularidade do inglês que saia daquela boca. Bem bonita, por sinal…
Perguntava-me Mr Dumal se haveria outra expressividade, e efetivamente não há! Ou pelo menos em quantidade apreciável para ser digna desse nome. Exceção claro, para aquele amante de uma amiga minha que tinha por hábito relatar tudo como se fosse um jogo de futebol, indo dos menores detalhes aos lances mais emocionantes. Jogaram só duas vezes, claro. A primeira foi surpresa, a segunda confirmação.
Com efeito é sabido que o homem é um ser básico (e o problema das mulheres é não entenderem esta simples verdade…) que só consegue funcionar com uma cabeça de cada vez. Por isso se uma está ocupada, a outra não consegue expressar-se…
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Louca na Cama - LNC
quinta-feira, 13 de abril de 2017
TINDER
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Millennials
Eu cresci na geração yupie e apesar de nunca ter comprado a Lisnave para a vender ás peças ou batido a bolsa de Xangai, trabalhava no duro ás vezes meses inteiros até á meia noite para (esperando..) ganhar muito dinheiro e ficar com a miúda loura. (Não fiquei, não ganhei, mas usava suspensórios á Michael Douglas!) Mas ao menos mexíamos com o mundo real e concreto. Produzia-se e vendia-se produtos e serviços.
Mas agora uma visualização é como um contrato assinado, um post é um produto cujo sucesso se mede em likes e um evento emocionalmente inteligente é igual a várias centenas de horas extraordinárias.
Passamos da cultura do TER, para o mundo do PARECER. Deixamos de tirar fotos ao que nos rodeia, para sermos o centro das atenções deste admirável mundo novo de faz de conta.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
FADING
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Uns anos atras (10? Meu deus...) dizia aqui: http://citizenzuko.blogspot.pt/search?q=Arslan que me sentia como o Arslan em cima da colina. Essa imagem tinha um outro significado que não só o apresentado ali.
É que na altura, com 40 anos, eu tinha a noção de estar a meio caminho da minha vida, no topo da colina, e que essa posição de vantagem permitia-me olhar para trás, de onde vim, mas também e pela primeira vez na vida, para a frente, lá para baixo para onde irei.
Armado dessa dupla perspetiva, e sabendo que inevitavelmente teria de começar a descer a colina, vivi o mais que pude e por vezes de uma forma mais caótica do que á partida poderia imaginar, durante os breves anos que estive lá em cima. Talvez demasiado...
E um dia começas a notar pequenos sinais aqui e ali...
De repente, em meia dúzia de anos (e agora os anos passam muito depressa) o trabalho onde conhecias todos os colegas, transforma-se num onde nem sabes o que metade dos miúdos que lá estão, fazem. E se soubesse, provavelmente achava inútil ou que era mais uma parvoíce digital. De repente os joelhos doem se passas muito tempo em pé e demoras 3 dias a recuperar daquele fim de semana mais puxado. Ou da noite mais agitada, mesmo que seja numa cama (ya... o Martini ainda morde...) De repente dás por ti a contar os anos para a reforma (que pode estar só a 4 ou 5 anos de distancia) e a esboçar planos para esses dias. De repente reparas que agora és a geração mais velha da tua família.
E nesse dia sabes que começaste a descer a colina...
"We skipped the light fandango
Turned cartwheels 'cross the floor
I was feeling kinda seasick
But the crowd called out for more
The room was humming harder
As the ceiling flew away
When we called out for another drink
The waiter brought a tray
As the miller told his tale
That her face, at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale
She said, 'There is no reason
And the truth is plain to see.'
But I wandered through my playing cards
And would not let her be
One of sixteen vestal virgins
Who were leaving for the coast
And although my eyes were open
They might have just as well've been closed
As the miller told his tale
That her face, at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Vodkas e Caipirinhas
Há pessoas que associo a musicas, e sitios que me lembram pessoas. A maior parte ainda lá está atrás, num tempo perdido da minha memória. No liceu, na faculdade, num bar, num campo de férias.. E depois há aquelas que nos acompanham, que orbitam á nossa volta, umas vezes á vista, outras não, mais perto ou nem por isso.porque as orbitras são elepticas.
Mas estão cá.
A primeira vez que te vi ,Vodka, (ou eras a Caipirinha?) foi num jantar de bloguers no "31 do Armada" faz 6 anos em Novembro. Não foi o primeiro a que fui, mas foi o unico em que sai do Plateau com a organizadora ás costas (saltos altos em calçada portuguesa suck!) depois de descobrir que tinhamos sido colegas de curso com um ou dois anos de diferença.
E desde essa data, por uma razão ou por outra, ou por todas juntas, temos continuado em contacto, sem o vinculo de um interesse ou actividade comum. O que para mim, nomada social inverterado por acaso e opção, é uma raridade.
Por tudo isso, e por muito mais, entre as quais a razão pela qual te chamo madrinha, dedico-te hoje (Não disse! Só depois da meia-noite!) este post com amizade.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
PORTO
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Isto intrigou-me, especialmente sendo eu mouro lisboeta empedernido e com muito orgulho, porque estes 3 moços (entre eles os dois co-autores deste blog) devem ser dos tipos com quem mais comunico acerca de assuntos importantes como viagens, gajas, vinhos, gajas, restaurantes, gajas, martinis, gajas e claro… mulheres!
Será que há alguma razão especial para os meus 3 amigos mais próximos, aqueles com que sinto mais empatia, estarem fisicamente longe?
Já as ditas (gajas) têm a estranha tendência de serem mouras encantadas (ás vezes nem isso, mas fica sempre bem dize-lo) o que faz sentido, já que os encantos tendem a esbater-se com a distância.
De qualquer modo não deixa de ser giro, isto das amizades á distância. Depois das coloridas era também só o que faltava.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Balanço
Basicamente, enganei-me!
Enganei-me nas esperanças, enganei-me nos lugares, enganei-me em alguns amigos, enganei-me na maior parte das mulheres, até me enganei no meu peso. Mas principalmente enganei-me em mim. E no fundo é deste ultimo engano que nascem todos os outros.
Mas é bom enganar-nos.
Significa que se tentou, que se percorreram os labirintos da vida em busca do bocado de queijo, como um ratinho de laboratório. Significa também que a cada engano e a cada recuo, fiquei mais perto da saída e a saber que não sou como os outros ratinhos que ficaram lá atrás, assustados á entrada do labirinto, á espera que “algo” aconteça.
Cada engano, no fundo é a eliminação de uma hipótese errada, ficando no fim e por eliminatórias, aquilo que efectivamente é importante. Implica alguma resiliência à frustração e um constante pôr em causa aquilo que se tomava como adquirido, nomeadamente quem sou, o que aqui faço e para quero ir.
Por isso, tendo sido turvo, foi um bom ano.
I can see clearly now, the rain is gone,

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Natal
Não sou o único a achar que está toda a gente cheia de trabalho, pois não? Mas assim mesmo muito trabalho, daquele que até faz mudar o cheiro às camisas e não deixar um gajo actualizar os blogs em paz? Daquele que não apetece mesmo nada fazer e que põe os chefes histéricos quando não é feito, mesmo que não o tenham dado para fazer?
Pois...
Bem me parecia...
O Natal não devia ser nesta altura!
É que é uma conjuntura brutal! Reparem: Filhoses, jantares e compras por um lado; fecho de ano, relatórios e vendas de última hora, por outro; juntamente com reveillons, passas e cuecas azuis.
Ninguém aguenta!
Se ao menos o Natal fosse como antigamente, há muitos, muitos anos, eras tu uma criança, no dia 6 de Janeiro, antes do Gregório XXCVIII se lembrar que havia dias a mais e alterar esta coisa toda; ao menos tantos não tinham tanto que fazer em tão pouco tempo.
Por outro lado quem é que se lembrou em ter o final do ano nesta altura, assim no meio do nada? Não fazia mais sentido ter o final do ano aí por Setembro ou Outubro, depois das férias e no início das aulas? Não é aí que sentimos que o ano começa? Assim que chegamos bronzeados de Benidorm ou Cancun (em tempos de austeridade fica mal dizer que se esteve nas Seychelles...) e rasgamos o número de telefone do nosso amor para todo o sempre que encontrámos no lobby do hotel, faz hoje 15 dias.
Alem disso, o Natal ficava muito melhor em Maio ou Abril, que assim sempre se podia curtir uma de pastor e ficar ao relento a ver as estrelas, ou passear à noite junto ao rio com mirra, ouro e incenso. (Já agora, alguém sabe o que é mirra?)
Vou pensar neste tema e voltar a ele lá para Fevereiro, quando achar que não está com nada andar à chuva de bikini no meio da rua, a dançar o samba. Mas não fazia mais sentido o Carnaval ser em Agosto???
Olhem... Vou adoptar o Calendário Maia e lixar-me para isto tudo!
Cancun aí vou eu!

quarta-feira, 24 de março de 2010
Carta para a minha filha

Estavas deitada na maternidade, com umas horas apenas, de lado virada para o vidro que me separava de ti.
Lembro-me de uns olhos grandes, escuros, que me olhavam (se é que os bebés olha para alguma coisa) e lembro-me de, a meu lado, a tua avó dizer-me:
- È ela...
E eras!
Diz-se que a nossa vida muda quando casamos. É mentira! Ela muda mesmo é quando os filhos nascem. É um antes e um depois. Tudo muda!
Olhei para ti e lembro-me de pensar: - Uau... Agora sou pai... – Foi o momento em que interiorizei que, por um lado o seria para sempre, e que por outro não fazia a mínima ideia do que isso implicava.
Nunca ninguém nos prepara para ser pai. Os outros homens que já são pais há mais tempo, quando sabem que vamos pertencer ao “clube”, só nos dão os parabéns e palmadas nas costas, mas não nos dizem como é
E mesmo que dissessem? Uma coisa é saber o caminho, outra é percorrer o caminho.
Sabes o que foi mais assustador para mim? Foi perceber que tudo o que eu fazia e dizia, podia e era absorvido por ti, tomado com modelo e que iria determinar toda a tua visão do mundo e a forma como te relacionas com ele.
Por isso é que sempre nos esforçamos (eu e a tua mãe) por te dar uma visão o mais larga possível do mundo. Gosto de pensar que te vais lembrar do restaurante árabe ao lado da loja judia em Paris, ou que as múmias são só reis antigos. ( Apesar de achar que a Bela Adormecida ou a Hanna Montana ocupa mais espaço na tua cabeça...)
O mundo é um sitio muito grande e vale bem a pena andarmos nele. Naquilo que poder, vou continuar a ser teu guia. Não sei se sou um bom pai; mas, bolas, juro-te que tento ser um.
Beijo
Martini Man
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Querido Pai Natal 2
Confesso que nunca acreditei em ti.
Logo em pequeno surpreendi o meu pai com um saco de presentes a caminho da chaminé da cozinha (uma daquelas antigas, de pedra, que é tão comum nos prédios dos anos 20) e desde então tu deixaste de existir. A dizer a verdade nunca te conheci.
Hoje sei que foi o materialismo dialéctico do meu pai que o fez adiantar-se-te na sua pressa de me por prendas na chaminé. Dai nunca te ter escrito nenhuma carta.
Até há umas semanas atras, aqui em baixo...
Imaginarás a minha surpresa quando recebi a tua resposta no meu email:
“Querido Martini Man
Agradeço a tua carta e tenho o prazer de te informar que farei os possíveis para satisfazer o teu pedido, uma vez que tens sido um menino muito bem comportado:
A prenda que tenho em mente tem 1,67m - 38 anos e posso dizer que é elegante (49kg para fazeres uma pequena ideia). O cabelo é comprido, escuro com madeixas louras. ..../...”
Não fazes ideia do meu espanto... Tanto por afinal ter sido bem comportado (mesmo “muito” dizes tu...) como por efectivamente não só responderes, como fazeres entregas durante todo o ano. Para não falar do excelente bom gosto que tens. É efectivamente uma bela rapariga...
A partir desse dia, ver-te de trenó voador puxado por renas passou a ser tão factual como o Concorde ou um Ferrari: Raros, mas reais!
Um grande abraço, beijos às renas e os habituais caramelos os elfos.
Teu
Martini Man
PS: Já passou o prazo de devolução e a prenda não tem defeitos. Ela diz que tem mau feitio, mas não acredito. Para dizer a verdade, rasguei a guia de remessa no dia que a vi, e acho que fiz muito bem.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Querido Pai Natal - por Fax, o Barman
Espero que esta carta te vá encontrar de boa saúde.
Há coisas que nunca mudam. Basta olhar para a forma como te cumprimentei, a mesma de sempre.
Mas também há coisas que mudam. Já estarias tu a pensar que esta carta vem tarde demais, mas não te preocupes:
Este ano não quero que me tragas nada!
Nada, rien de rien. Pode ser que no próximo ano compense e te peça montes de coisas, mas desta vez estou numa de fazer tudo sozinho. E olha que vou ser bastante generoso comigo mesmo! Tenho um monte de auto-presentes na calha, monte tal que faz o Rudolfo pensar que carregar o teu trenó, afinal de contas, é coisa para meninos.
Porquê? Acima de tudo porque me sinto capaz. Depois, porque de vez em quando é preciso fazermos uma sondagem por nós próprios, a todos os níveis, e perceber se se tudo à nossa volta desabasse nós seríamos capazes não só de nos mantermos de pé mas também de voltar a erguer tudo de novo. Tal coisa deve dar uma paz interior impressionante, e é disso que estou à procura.
Por isso, se precisares tu de alguma coisa, avisa. Também mereces.
Grande abraço!
Fax, O Barman a quem trazes sempre presentes, mesmo quando se porta mal
PS: Moço, em 2010, I'm bringing sexy back!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Querido Pai Natal

Já sei que não a vou receber neste Natal e muito provavelmente nem no dia de Reis, no entanto como o Natal é quando um homem quer (e eu quero muito!) e como agora há essas empresas de entregas porta a porta, estou certo que entregares-me a prenda a qualquer dia do proximo ano, não será problema para ti.
A prenda que eu quero deve ter entre 1,50 e 1.70, de 30 a 45 anos, elegante e com curvas, podendo ser loura, morena ou ruiva. Tambem pode ter origens em qualquer outro continente, que eu não sou esquisito e o exotismo encanta-me. É importante que seja bonita (não vais levar a mal, mas beleza é fundamental) mas como a beleza é frequentemente mais uma questão de atitude do que de proporções faciais, há aqui lateralidade para muita coisa. Mas o principal mesmo, é que seja capaz de se emocionar com um por do sol, apesar das noites porque tenha passado; que goste de ser ver ao espelho pela manha, apesar das rugas que possa ter e que veja a sua vida como um fluxo, por muito parada que possa ter estado.
Gosto pelos outros e por ela, pela noite e pelo dia, por musica e dança, por sexo e conversas (e não é, no fundo, o mesmo?) é altamente valorizado.
Um abraço para ti, um beijo no nariz das renas e caramelos para os elfos
Martini Man
PS: Poderias entrega-la antes do Verão? Assim entre Abril e Junho era mesmo perfeito e já dava para martini times na esplanada, passear de mota até ao Guinho e passar férias juntos. (Eu sei que não tenho mota, mas isso resolve-se!)
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
3
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A Trindade faz-me lembrar três coisas: O teatro, a cervejaria e a rua que liga ao Bairro e aos Largos.
Do primeiro tenho a memória de peças memoráveis, algumas mais pela actriz que lá se estreava, minha ex-colega de liceu, e que me arrastava para a ver, sob promessas veladas mas nunca ditas, de caricias imaginadas, como tão bem as mulheres sabem fazer.
Da segunda vem-me a sala magnifica e um aniversário miserável na companhia de todos os meus amigos. Só dois na altura... É que há situações em que a quantidade tem, por si só, alguma qualidade e as festas são uma delas. Principalmente quando na mesa temos a medida exacta das nossas competências sociais. Nulas, na época...
Na rua, tantas vezes passada, estão pegadas minhas de estudante do IADE, de dias de nevoeiro como rato de alfarrabista, de guia nativo em tardes solarengas de domingo, de noites de conversa e copos com muita musica e corpos á mistura. (Ou será ao contrario?...)
De nós 3, os autores deste blog, virão conversas e textos sobre a eterna trindade masculina: Mulheres, carros e futebol.
Como de futebol não falamos, por excesso de entusiasmo ou indiferença; e os carros só nos servem para conduzirmos, resta-nos as moças e o que fazer com elas.
Seja!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
KINO - por Fax, o Barman
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Gosto do que vejo.
Somos apresentados. Sorrio. Ela sorri. Em trânsito para os dois beijinhos, a minha mão assenta no sítio certo nas costas, e sinto a reacção dela na mão que me agarra o braço.
Isto não vai ser platónico.
Toco nela. Um deslizar aparentemente inocente dos dedos, quando já nem a olhava.
Viro-me para ela e ela para mim. A palma da minha mão rende as costas, o toque é mais quente e demorado. A mão dela vem ter com o meu braço, com o meu peito.
Apontando algo ao fundo da sala, abraço-a de lado. Sinto a minha cintura capturada, uma captura desapontada, quando intencionalmente desfaço o meu abraço.
Dou-lhe um encontrão e faço-me desapercebido. Nenhuma reacção. Tudo bem...
Repito: Dou-lhe um encontrão e faço-me desapercebido. Ela devolve. Finalmente! Eu repito. Ela devolve. O grupo olha para nós de lado. Apetece-nos rir à gargalhada. Agarro os dois ombros, viro-a para mim, puxo-a mais perto. Os olhos dela aliam-se ao sorriso. Volto a pô-la no lugar. Eu belisco-a, ela bate-me.
Não... Isto não vai ser platónico.
Levo-a pela mão, que agarra a minha firmemente, a explorar a casa. A meio reparo na música que nunca ouvi, apetece-me e paramos para dançar.
Céus, como ela se mexe. Isto não vai ser platónico!
A música não abranda, mas nós abrandamos. Caras unidas, respiração ao ouvido, ao pescoço. As mãos navegam sem rumo, os olhos fecham, o mundo pára...
Beijo-a onde o ombro e o pescoço se confundem. Beijo-a na face. Hesito enquanto respiramos sobre os lábios um do outro, que se projectam, perto demais. Beijo-a.
Quebro o beijo, sorrio, sorri, dançamos.
Devolvemo-nos ao grupo. Falhamos miseravelmente ao tentar fazer “ cara de poker” e somos recebidos por alguns sorrisos da amigas. Não viram nada, mas sabem tudo.
Belisco-a. Bate-me. Dá-me um encontrão. Descasco-me a rir. Vou à cozinha. Ela segue-me, primeiro com o olhar e depois, decidida, com o corpo.
Isto já não é platónico há muito tempo.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Privilégio - por Fax, o Barman
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Gosto de me dar. Até porque como diria o Justino, "What goes around comes around", e então farto-me de receber. E sabe tão bem, a mim e a ti, e deve ser tão giro verem-nos de fora.
Fugaz... Acordo confuso,
E tento lembrar
Se vieste ou se sonhei.
Desisto e de novo
Me deixo dormir e me devolvo
À imagem que guardei
De ti, e recuso
O mais doce despertar.
Até que o tango deixa de ser a dois. Quando levar-te comigo passa a ser carregar-te só porque não te apetece andar, quando me esforço por abrir caminho e tu brincas às escondidas, está na hora de continuar sozinho.
Deixo as sedas e levanto-me, que está um belo dia lá fora.










