quinta-feira, 13 de abril de 2017

TINDER


Conceito: TINDER

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O Tinder é uma daquelas coisas que toda a gente sabe o que é, toda a gente tem instalado, mas ninguém (diz que) usa. E se usa é só desde há uma semana e “foi-o- meu-filho-que-instalou-e-tu-és-o-primeiro-com-que-eu-saio”, que deve ser das frases que eu mais ouço num primeiro encontro, apesar de saberem que eu acho que cada senhora solteira tem o direito de sair com quiser ou de deixar entrar quem lhe apetecer…

Sendo eu aquele cavalheiro sexy e atraente que vocês conhecem, tenho alguma tendência em acreditar que efetivamente fui o único (ou o primeiro) homem que fez aquela mulher sair de casa, embebida nesse misto de curiosidade e volúpia que a minha personalidade fascinante desperta nas mulheres. É por essa altura que o sonho acaba e a realidade de que efetivamente o que ela está a fazer é a proteger o seu ego e a não “parecer mal” vem ao de cima!

É giro que num mundo cada vez mas App, 4G, wi-fi e tal, ainda haja este prurido com conhecer pessoas pela net. Ou o melhor: com o assumir que o fazem. Porque a verdadeira questão (especialmente para as mulheres) é que assumir isto parece implicar que não se é suficientemente atraente para alguém se interessar por nós no mundo real, e que depois do divórcio, e com os amigos todos casados, percebem que afinal o círculo social se limita ao gato, o que é um bocado limitativo para estabelecer novas relações.

Algumas das pessoas mais importantes da minha vida (Sim, tu!) conheci-as pela net, seja em sites de encontros (ainda existem?) pelos blogs ou pelo Tinder (Sim! Assumo! Eu uso o Tinder! E devo ser o único português que o faz, a avaliar pelas respostas que tive quando perguntei aos meus amigos.) A principio diziam-me que ali só havia feias, taradas ou desesperadas e que (seja em que meio for) nunca encontraria alguém significante. Pura mentira!

Rapidamente percebi que quem lá está são exatamente as mesmas pessoas que estão ao nosso lado no trabalho ou no supermercado (e esta do supermercado não é inocente, porque a grande moda nos anos 80 era engatar nos supermercados. Isto nunca fiz porque era tímido e inibido na altura, mas o certo é que o Tinder dos anos 80 era o Pão de Açucar!) sem tirar nem por, de todas as cores e feitios, de todos os estratos socais, níveis culturais e línguas (e algumas bem habilidosas…)

Tanta gente moderna numas coisas e atrasadas noutras…

Bons Martinis!

 

4 comentários:

Ana disse...

Não tenho nem nunca tive o Tinder instalado ( e não, não estou a mentir), mas já ouvi dizer que o Tinder foi ultrapassado pelo Happn há muito. Tens de te actualizar!
Não tenho nada contra essas aplicações, mas a verdade é que é preciso ter alguma paciência e predisposição para andar ali, e isso é coisa que não me assiste. A "procura" é algo que me causa alguma urticária. Sempre fui da opinião de que essas coisas não se procuram, acham-se! Pode ser no Pão de Açucar, no Pingo Doce ou na mercearia do bairro. Pode ser no elevador do prédio, no metro, ou no sinal vermelho daquela rua onde passamos todos os dias. Pode até ser no local de trabalho (embora tenha muitas ou todas as reservas possíveis em relação a isto), na praia ou na esplanada. Pode ser o amigo do amigo ou o irmão da amiga. Pode ser onde tiver de ser, ou pode simplesmente não ser. Não se procura, encontra-se quando tiver de ser. Só assim faz sentido, pelo menos para mim.

Manla disse...

Gostei do gato. Afinal se calhar não é assim tão mau.

Martini Man disse...

Bela Ana,

Onde nos levaria essa clássica dialectica entre o encontrar e o procurar. Eu sou adepto do princepe da Cinderela, que tendo só o match do sapatinho, teve de o ir experimentar em todos os pesitos 36 salto agulha do reino. Mas isto talvez por ser gajo e já ter percebido que não há muitas canalizadoras (e muito menos giras) e que quem entrega o gaz é sempre um senhor de bigode, que não faz nada o meu tipo.

Martini Man disse...

Ora vida Manla

Eu também gosto de gatos, mas prefiro aquelas gatas que ronronam o meu nome enquanto esgravatam, a cama loucas de luxuria.